domingo, 8 de junho de 2008

MAPA DOS POLÍTICOS COM FICHA SUJA NA POLÍCIA

A lista pode chegar a 500 nomes.Vai do governador a ex-prefeitos.




Mais de 500 processos tramitam na Justiça brasileira atingindo diretamente centenas de políticos alagoanos, processados por crimes que vão desde peculato, improbidade, formação de quadrilha, falsidade ideológica, crime contra o sistema financeiro até crimes contra a ecologia e as reservas de Mata Atlântica que nos restam, devastadas pela ação predatória de políticos, bem como crimes de assassinato ou de mando. Entre muitos processados estão os três senadores por Alagoas, o governador do Estado, o prefeito de Maceió, mais da metade da Assembléia Legislativa, prefeitos e ex-prefeitos, empresários e funcionários públicos, delegados de polícia, constituindo-se numa das maiores máfias da política brasileira. A pesquisa do EXTRA não é conclusiva, mas fomos buscar informações nos sites oficiais dos Tribunais, na sede de órgãos públicos e até na Polícia Federal, para constatar que as eleições em Alagoas são ganhas por um processo violento e corrupto, que intimida algumas pessoas e compra outras, para garantir o enriquecimento ilícito da maioria dos ocupantes de cargos públicos e a imunidade nos crimes contra a vida.


Não é possível que elementos respondendo a tantos crimes ( aqui apontamos só alguns de cada um deles) possa ter suas candidaturas registradas, para, eleitos, assaltarem os cofres públicos. Com um rol de ilegalidades deste porte, o lugar destes políticos deve ser uma penitenciária e não a conquista do poder, através de mandatos eletivos. Para se ter uma idéia da corrupção, apenas pelo TCU, nos últimos dois anos, foi constatado um desvio de R$ 15 milhões envolvendo 42 municípios e com um agravante: alguns são reincidentes.


Veja a relação ao lado dos denunciados ou processados:


Operação Navalha: Os presos são acusados de fraude de licitações, corrupção, tráfico de influência, superfaturamento de obras e desvio de di-nheiro. A Justiça Federal expediu 48 mandados de prisão. Foram presas 46 pessoas, entre empresários, prefeitos, um deputado distrital, um ex-governador e um ex-deputado federal.Zuleido Veras - Dono da Gautama e apontado como chefe da quadrilha; Maria de Fátima Palmeira - diretora comercial da Gautama e era o braço direito de Zuleido; Abelardo Sampaio Lopes Filho - engenheiro e diretor da Gautama em Alagoas. Bolívar Ribeiro Saback - empregado da Gautama em Alagoas, trabalharia como lobista negociando a liberação de recursos públicos para a organização criminosa; Rosevaldo Pereira Melo - empregado da Gautama em Alagoas, também atuaria como lobista ao lado de Bolívar; Adeilson Teixeira Bezerra - secretário de Infra-estrutura de Alagoas. Teria participado ativamente na liberação da ordem de pagamento para a Gautama e em troca teria recebido propina de R$ 145 mil; Denisson de Luna Tenório - subsecretário de Infra-estrutura de Alagoas; José Vieira Crispim - diretor de obras da Secretaria de Infra-estrutura de Alagoas; Enéas de Alencastro Neto - representante do governo de Alagoas em Brasília e Márcio Fidelson Menezes Gomes - ex-secretário de Infra-estrutura de Alagoas.


Operação Carranca: Foi deflagrada pela Polícia Federal, a 12 de novembro de 2007, com o objetivo de desbaratar um esquema de fraudes em licitações e desvios de verbas federais envolvendo pelo menos 12 prefeituras de Alagoas. Os presos foram acusados dos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Grupo era liderado por Val Basílio e pelos irmãos Christiano e Paulo Mendonça. Marcos Antônio dos Santos - Líder da organização criminosa. Exerceu o cargo eletivo de prefeito do Município de Traipu; Marcos Douglas Medeiros Santos; Eurípedes Marinho dos Santos - Como funcionário da Câmara dos Deputados, exerceu o papel de lobista da quadrilha em Brasília. Também seria o responsável pela execução da obra por meio das empresas "de fachada" de Marcos Santos; Francisco Carlos Albuquerque dos Santos que foi Secretário de Administração do Município de Traipu e presidente da Comissão Permanente de Li-citação; Júlio Freitas Machado e Álbson Pimentel, Engenheiro de Marcos Santos, responsável pela elaboração dos projetos básicos da Prefeitura de Traipu.


Operação Taturana-Operação desencadeada para combater à sonegação fiscal, à obtenção fraudulenta de financiamentos bancários e à lavagem de dinheiro. Segundo a Receita, foi identificada uma estrutura criminosa que atuava na Assembléia Legislativa de Alagoas e teria causado prejuízo de mais de R$ 280 milhões aos cofres federais nos últimos cinco anos.Os indiciados (alvos) Deputados Estaduais Antônio Ribeiro de Albuquerque; Arthur César Pereira de Lira ; Cícero Amélio da Silva; Edval Vieira Gaia Filho; Cícero Paes Ferro que foi preso por porte ilegal de arma; Edwilson Fábio de Melo Barros (Dudu Albuquerque); Isnaldo Bulhões Barros Júnior; Manoel Gomes de Barros Filho -Nelito; José Maurício de Albuquerque Tavares; ex-deputados Celso Luiz Tenório Brandão; Gervásio Raimundo dos Santos; Gilberto Gonçalves da SilvaCyro da Vera Cruz, Secretário de Administração de Satuba; ex-deputado Celso Luiz Tenório Brandão; Fábio César Jatobá (prefeito de Roteiro); José Nailton da Silva Souza (Nailton Felizardo) - Diretor financeiro da ALE/AL; Hermes Tojal da Silva Januário (policial militar); empresário Marcelo José Martins Santos Filho (Marcelo Cabeção); Daniella Moreira e Silva Dórea, assessora de AA; Nilton Pradines Leite, responsável pela folha de pagamento da ALE; Rosa Cristina Vasconcelos de Lyra; Victor Nunes de Lyra; Thaci-anny da Rocha Ferro Jatobá; André Ardilles de Cerqueira Barros; Syrlane Maria de Siqueira Barros; Christyano de Siqueira Barros; Carlos Eduardo Cordeiro Costa, assessor do deputado Cícero Ferro; Ednilton Lins Macedo, ex diretor administrativo da ALE e Marta Lúcia Ferreira do Nascimento Alves, auditora da Receita Federal.Indiciados não alvos na TaturanaDeputado Estadual Paulo Fernando dos Santos (Paulão); o então deputado Antônio Holanda Costa Junior; ex-deputados Cosme Alves Cordeiro (Alves Correia); Fernando Juliano Gaia Duarte; José Cícero Soares de Almeida (ex-deputado Estadual e prefeito de Maceió; José Júnior de Melo (Júnior Leão); Luiz Pedro da Silva (cabo Luiz Pedro); Marcos Antônio Ferreira Nunes; Marcos Antônio de Oliveira Barbosa e Maria do Rosário de Fátima Braga Cordeiro (Fátima Cordeiro).


Operação Guabiru- Desencadeada em 2005 foram cumpridos 31 mandados de prisão temporária e 61 mandados de busca e apreensão. Na ocasião, prefeitos foram acusados de desviar verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e de lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o esquema pode ter desviado R$ 1,8 milhão. Prefeitos envolvidos no esquema:De Igreja Nova, Neiwton Silva; São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante; São José da Laje, Paulo Roberto Pereira; Matriz do Camaragibe, Marcos Paulo (que renunciou recentemente); Porto Calvo, Carlos Eurico Leão e Lima, o Kaíka; Marechal Deodoro, Danilo Dâmaso; Feira Grande, Fábio Lira e de Canapi, José Hermes.




Fonte: EXTRA online

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