sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Cabeleira consegue habeas corpus no STJ e pode deixar Baldomero a qualquer momento

O ex-prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, o “Lula Cabeleira” pode deixar o presídio Baldomer Cavalcante a qualquer momento. Ele foi beneficiado por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, no início da tarde de hoje, que lhe atendeu o pedido de hábeas corpus impetrado por sua defesa. Cabeleira foi preso acusado de ser o autor intelectual da morte do vereador por Delmiro Gouveia, Fernando Aldo. O crime foi cometido por um pistoleiro contratado e aconteceu na cidade de Mata Grande, em outubro do ano passado. No mesmo caso a polícia apontou o deputado afastado Cícero Ferro (PMN) como a pessoa que, também, articulou a trama mortal. Por esta acusação o parlamentar chegou a ficar preso, mas deixou uma das salas do Corpo de Bombeiros beneficiado por um habeas corpus. Já Lula permaneceu preso, entretanto, por dois meses, ficou internado no Hospital do Açúcar para tratamento médico. Na semana passada foi obrigado, por determinação judicial, a retornar para uma das celas do Baldomero onde está até hoje. O julgamento do pedido de liberdade para o ex-prefeito aconteceu depois que a ministra, Maria Thereza de Assis Moura deu parecer favorável. Ela foi a relatora do caso e aceitou os argumentos da defesa de Cabeleira que alegou que ele tem endereço fixo e não oferece ameaças ao andamento do processo. A libertação de Cabeleira e Cícero Ferro não significa que a responsabilidade dos dois pela morte de Fernando Aldo deixou de existir. Eles foram beneficiados por “remédios” jurídicos presentes no Código Penal. Até o momento para a Justiça continuam sendo os autores intelectuais da morte do vereador e devem ir a julgamento pelo crime.
Fonte: STJ

Somos seres humanos e não lixo de ficção

A Categoria dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo, homens e mulheres dignos, são profissionais extremamente antagônicos ao personagem Zezé, exibido em cenas da telenovela “A Favorita”, nos dias 14, 15 e 16 de agosto, pela Rede Globo de Televisão.A trama, sob a égide de ficção e o escudo da liberdade de expressão, não serve se quer, para reciclagem, como o lixo produzido pela sociedade, pois, não há similaridade nem mesmo com o pior lixo que, ainda que não tenha possibilidade de ser reciclado, serve para adubar a terra.Hoje, no sistema penitenciário, nenhuma pessoa travestida de Agente de Segurança Penitenciária se atreveria agir como tal personagem, pois jamais teria a conivência desta abnegada Categoria.Por isso, não será esta ficção desprovida de qualquer ética e respeito ou qualquer outra insinuação que atingirá a MORAL e o PROFISSIONALISMO desta imprescindível CATEGORIA.Não será esse detrito que maculará nossa imagem, moral e profissional, apesar do abandono e das mazelas que enfrentamos no dia-a-dia. No entanto, continuamos evoluindo e nos esmerando ao máximo para prestarmos o melhor e mais qualificado serviço aos apenados e à sociedade.Queremos enfatizar que esse lixo global, poderá, por algum tempo, vendar os olhos do telespectador, mas jamais atingirá a dignidade profissional e a moral desta Categoria. Somos imprescindíveis à custódia de milhares de apenados que essa mesma sociedade, “momentaneamente de olhos vendados”, assiste a referida teledramaturgia, que alias, é realmente uma obra de ficção, pois em nada se aproxima da realidade vivida pela valorosa Categoria.
Portanto, repudiamos, tanto a “Favorita” quanto as cenas exibidas do personagem “zezé” por não nos dizer e não nos representar em absolutamente nada. Aliás, “zezé” é minúsculo mesmo, tamanha é a pequenez e insignificância do personagem para os AGENTES PENITENCIÁRIOS. Esses sim são maiúsculos na dignidade e no exercício da função, e sem precisar maquiar a realidade com cenas fictícias, pois, apesar do descaso do governo, todos os dias homens e mulheres, pais e mães de família enfrentam situações adversas, chegam ao extremo quando colocam suas vidas em risco para garantirem o pão de cada dia e a tranqüilidade da SOCIEDADE. O engraçado é que nunca vimos essas cenas nas teledramaturgias da Globo.Enfim, como diz o próprio gerador de caracteres ao final de cada capítulo, “essa é uma obra de ficção”, assim, para a Categoria, qualquer similaridade, nem coincidência será. Esperamos que episódios como esse não mais venham a se repetir e lamentamos muito que esse seja o preço da Democracia e da liberdade de expressão.
Cícero “Sarnei” dos SantosPresidente/SINDASP