quinta-feira, 17 de julho de 2008

Entrevista com Maria da Penha Fernandes, Bioquímica

"Ainda hoje há quem entenda que a violência doméstica é causada pela mulher. Se eu me calasse, era como se aceitasse isso como verdade"
No fundo, a estrutura familiar ainda é conservadora?
A bioquímica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, 63 anos, está certa de que a Lei Federal 11.340, que trata sobre a violência contra mulher, tem atingido seu objetivo. Maria da Penha foi quem inspirou o nome dessa lei, que completará dois anos no próximo dia 7 de agosto. Ela ficou paraplégica depois de ter sido baleada, em 1983, pelo ex-marido, o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, que simulou um assalto, enquanto ela dormia. A lei tornou a punição nos casos de violência doméstica mais rigorosa no Brasil. Mas a bioquímica alerta sobre a necessidade de os Estados montarem a estrutura para atendimento às vítimas e para a devida apuração dos crimes.
Como a senhora avalia o resultado da Lei Maria da Penha até agora?
Com a lei, está sendo dada uma maior visibilidade aos casos. Não sei se porque aumentou o número de assassinatos ou se porque tudo o que acontece está sendo divulgado. O número de denúncias aumentou 40% na Delegacia de Fortaleza, e no maior hospital público da cidade o número de atendimentos de Mulheres agredidas diminuiu 50%. Mas o fato é que só onde há delegacia bem equipada e abrigo para a mulher permanecer em segurança, além de vara especializada, ela acredita nas instituições e pode sair da condição de vítima da violência. Onde não há estrutura a mulher não denuncia, fica desassistida.
Como a senhora se comportava quando, ainda casada, era vítima das agressões do seu marido?
Como a maioria das mulheres, que falam do assunto só entre si mesmas. Na época, não existia nada para parar com aquela situação, nem mesmo delegacia da mulher.
Sua família sabia?
Não de tudo.
A senhora se sentia constrangida?
Eu sentia muito constrangimento. Fui casada por sete anos, e houve muitos momentos de agressão.
Desde o início, a senhora identificou no seu ex-marido potencial de agressividade?
Não, no início isso não havia. Surgiu no momento em que houve a naturalização dele, que nasceu na Colômbia, como brasileiro. Isso me leva a acreditar que fui usada.
Ele teria planejado?
Sim. Não houve discussão entre nós no dia em que ele atirou em mim. O crime foi premeditado.
A senhora acha que a sociedade ainda cobra da mulher a aceitação de determinas situações, na relação conjugal?
Isso não acontece com os mais jovens, mas com quem já está há mais tempo num relacionamento. Minha geração foi de vanguarda, foi a geração do divórcio, mas, no fundo, a estrutura familiar ainda é conservadora.
Mas a senhora se insurgiu.
Sim, mas eu saí de casa porque se não saísse seria assassinada. A partir daí comecei minha luta pessoal, por justiça. Oito anos depois, na ocasião do primeiro julgamento do meu ex-marido, pela tentativa de homicídio, entrei em contato com movimentos de Mulheres e pedi apoio.
Ele hoje está solto.
Está cumprindo pena em regime aberto na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, depois de ter ficado dois meses em regime fechado.
Mas a prisão quase não aconteceu, não é mesmo?
Ele foi condenado a dez anos, mas só foi preso faltando seis meses para o crime prescrever. E isso só aconteceu devido ao à imposição da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ela, em 2001, condenou o Brasil por negligência e omissão pela demora na punição do meu agressor. E determinou uma indenização.
Como a senhora viu a o pagamento de indenização, pelo Estado, 25 anos depois?
Com muita alegria. Não pelo dinheiro (ela recebeu R$ 60 mil), mas, como me disseram, porque a Justiça se ajoelhou. Houve a constatação de que o Poder Judiciário brasileiro tratou a questão com negligência.
Onde a senhora buscou toda a sua força?
Queria mostrar que não fui a causadora. Porque ainda hoje há quem entenda que a violência doméstica é causada pela mulher. Se me calasse, era como se aceitasse isso como verdade.
Lei prevê até 3 anos de cadeia para agressor
A Lei Maria da Penha (11.340) entrou em vigor em agosto de 2006 e considera violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial? Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem a mulher conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, a pena é de detenção, de até três anos. E é aumentada em um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.
---Publicado em A Gazeta (ES), 15/07/08.

AS 10 FRASES QUE O HOMEM IDEAL NÃO DEVE DIZER

Nenhuma mulher gosta de ser mal tratada, mas algumas vezes não somos conscientes quando isso acontece e acabamos nos envolvendo com quem nos faz sofrer. Um homem que faz você lembrar constantemente dos seus defeitos, faz sentir-se inferior e que humilha enquadra-se numa das situações citadas abaixo:
1. Você está gorda, prefiro as mais magras.Não deixe ninguém criticar seu corpo dessa maneira, esse estrago gratuito pode criar um verdadeiro complexo, e ainda gerar inseguridade.- Conte 1 ponto se ele diz isso habitualmente e 2 se faz isso além de tudo em público.
2. Você é desinformada, só diz besteiras.Uma pessoa verdadeiramente inteligente nunca a fará sentir inferior aos outros. Não caia no erro de se deixar ridicularizar por ele, se esse for o caso deixe-o. -Some 1 ponto ao teste se a tua resposta foi afirmativa nessa questão.
3. É "grudenta" e me aborrece.Se ele diz isso, está claro que não merece a atenção que você dá.Isso acontece com você? Some mais 1 ponto e procure por alguém que goste de ser bem tratado e que cuide de você.
4. Não gosto dos seus amigos e familiares.Mesmo que existam motivos, não é a forma correta de agir. Se você está segura das pessoas que a rodeiam, não permite que ele a afaste deles.- Conte 1 ponto se ele faz esse tipo de manobras.
5. Não use isso, não saia assim, "se cubra".Não mude sua forma de vestir nem deixe de ser como é. Não sinta culpa por estar bonita. Na realidade ele age assim por ter medo que você encontre outro, além do que não se sente tão bem como você. Não dê espaço para esse tipo de atitude, ou será o princípio do fim. Quem quer bem quer vê-la bela.- Some 1 ponto se ele controla tudo o que você veste.
6. Você não é nada sem mim, não serve para nada.Esse tipo de homem tem um grande complexo de inferioridade que precisa esconder mostrando-se forte e poderoso com alguém que se deixa manipular. E uma mulher apaixonada é a melhor presa.- Some 3 pontos se vive essa situação.
7. Que gata está essa garota, que corpo ela tem, que bonitas estão suas amigas.
Um homem que fala de outras mulheres o tempo todo diante da sua companheira ou tem pouco "tato" ou pouca educação. Ou pior, está tentando provocar ciúmes porque não se sente suficientemente amado ou não gosta tanto assim que nem tenta mais disfarçar diante de você. É muito imaturo e mal educado ao ter atitudes assim.- Se está com alguém assim, some 2 pontos na contagem.
8. Ou os ex-namorados ou eu. Faz chantagem emocional que você não gosta dele só porque tem amizades masculinas? Se está claro que é apenas amizade e nem você ou o ex vão ter "recaídas", não deixe de conviver com pessoas que são importantes por alguém que acabou de chegar em sua vida. Se ele gosta de verdade de você vai aprender a respeitar sua independência.- Some 1 ponto se ele proíbe que veja seus ex-namorados.
9. Você teve um acidente de carro ... e ele só perguntou sobre o veículo?Se um objeto importa mais que a namorada ou a esposa é um péssimo sinal.- Se esse é o seu caso, some 1 ponto.
10. Minha mãe cozinha e cuida da casa melhor que você. Então ele que vá morar com a mãe! Esse é o típico machista, daqueles que não gosta de dividir as tarefas domésticas. Cuidado, ou você vira assistente dele ou outra mãe.- Adicione 2 pontos se ele diz esse tipo de coisa.
Resultados»
0 pontos - esse é um homem único, que adora você.»
De 0 a 5 pontos - ninguém é perfeito. De vez em quando ele pode não ser o homem mais delicado do mundo, mas isso não significa que não gosta de você.»
De 5 a 10 pontos - você merece ser tratada de uma maneira melhor, não se contente com tão pouco.»
Mais de 10 pontos - você não deveria apenas deixá-lo, mas também espalhar a foto dele para que nenhuma outra mulher caia nessa "furada".
Moral da estória : Sempre conserve sua identidade!!! Se a perdeu, vá em busca dela!

Farra dos deputados no quartel da PM deixa alagoanos indignados


Antônio Albuquerque, João Beltrão e Cícero Ferro transformam academia da PM em casa da mãe-joana


Antes mesmo de o povo parar de comemorar a prisão dos chefões do crime de pistolagem em Alagoas, a notícia de que os deputados afastados Antônio Albuquerque, Cícero Ferro e João Beltrão transformaram a carceragem da Polícia Militar em casa da mãe-joana deixou os alagoanos indignados. Lá eles recebem regalias como visitas a qualquer hora, seguranças particulares entram e saem armados, transformando o quartel em escritório eleitoral e cassino.A farra é regada a vinhos finos e picanha Argentina. Como se não bastasse, utilizam telefone celular talvez para encomendarem mais uma morte de pessoas inocentes. Na verdade, a Academia de Polícia foi transformada no QG de AA, Ferro, Beltrão e seu bando. Eles estão hospedados gozando de toda mordomia e não presos por indiciamento em crime contra a vida e contra os cofres públicos.


Fonte: Extra On-line

Reeducandos expõem artesanato em Feira

Os artigos artesanais produzidos pelos reeducandos do Sistema Penitenciário de Alagoas vão estar expostos a partir desta sexta-feira, dia 18, na 2ª Feira dos Estados e Nações, que acontece no Centro Cultural e de Exposições de Maceió. Os visitantes poderão conhecer e adquirir o artesanato confeccionado no Núcleo de Artesanato Prisional de Alagoas (Napal) e nas próprias unidades prisionais.

Roupas, bijuterias, artigos decorativos e utilitários são alguns dos produtos que poderão ser conferidos no estande da Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) durante os dez dias de evento. São trabalhos em madeira, parafina, flores artesanais, pintura em tecido, palitos estilizados, tenerife, ráfia, miçangas, artefatos do coco, entre outros.

O Programa de Artesanato é uma das atividades laborais desenvolvidas pela Igesp para proporcionar uma nova atividade profissional aos custodiados pelo Estado. Atualmente, 110 reeducandos dos presídios masculino e feminino trabalham durante toda a semana produzindo artigos manuais nas 15 oficinas de artesanato.

A atividade laboral, além de ajudar a reduzir a ociosidade e proporcionar nova profissão ao apenado, beneficia o reeducando com uma ajuda de custo e a remissão de pena, onde a cada três dias trabalhados é reduzido um da pena.

A expectativa da Igesp é de que nos próximos meses haja um aumento significativo na mão-de-obra do Programa de Artesanato, uma vez que Ministério da Justiça aprovou o “Projeto Fazendo Arte”, que irá contemplar mais 140 reeducandos em sete novas oficinas de capacitação.

Para a coordenadora do Programa de Artesanato, Vera Alice Bernardi, os cursos profissionalizantes são uma excelente forma de ressocializar o interno, proporcionando-lhe uma profissão. “É importante salientar a mudança comportamental dos reeducandos que, envolvidos em trabalho organizado, modificam o comportamento ao se sentirem úteis e também por adquirir técnicas e conhecimentos nas capacitações sempre voltadas para o empreendedorismo”, explica.

Os trabalhos laborais fazem parte do programa de recuperação do preso, onde além de minimizar o ócio nas unidades prisionais, eles aprendem uma nova profissão que possa desenvolver assim que cumprir pena. “O trabalho é feito através de capacitação dos reeducandos que, durante sua participação nas oficinas, têm a oportunidade de aprender o maior número de atividades. Estamos trabalhando para aumentar o nosso potencial produtivo e poder absorver maior mão-de-obra carcerária e, assim, recuperar um número maior de presos”, destacou o intendente-geral do Sistema Penitenciário, tenente-coronel Luiz Bugarin.

Durante a feira, reeducandos que participam do Programa de Artesanato e cumprem pena em regime semi-aberto estão desenvolvendo trabalhos em filé, tenerife e decupagem no estande. “Estaremos levando os nossos artesãos reeducandos para produzir durante a feira e mostrar que as mãos que um dia incomodaram a sociedade podem sim ser recuperada através do trabalho”, completou Vera.

Os trabalhos de artesanato dos reeducandos ficarão expostos na 2ª Feira dos Estados e Nações de 18 a 27 de julho, no horário de 16h às 22h. Além da feira, os trabalhos confeccionados pelos reeducandos estão à disposição do público no Napal - que funciona no Sistema Penitenciário de Alagoas, no bairro do Tabuleiro do Martins - e na loja Oficina Produtiva, localizada na Rua do Comércio, n° 620, no Centro de Maceió.
Fonte: Assessoria

Presa acusada do seqüestro de empresário


O delegado regional de Penedo, Jorge Barbosa de Almeida, prendeu na manhã desta quinta-feira, Eliane Joventino Pereira, 32, acusada de envolvimento no seqüestro do empresário Gaspar Omar Tavares e sua esposa, Marinalva Gusmão da Silva, crime ocorrido no dia 22 de novembro de 2007. Outros dois seqüestradores foram presos em flagrante e estão recolhidos ao sistema prisional do Estado.
Segundo o delegado, Eliane voltou recentemente ao município, acreditando que a Polícia não tinha conhecimento de sua participação no seqüestro do casal de empresários. “Cumpri o mandado de prisão, tão logo tomei conhecimento do retorno da acusada”, explicou Barbosa. Ela tem prisão decretada pela juíza de Direito da 4ª Vara Criminal de Penedo, Francisca Arlinda Oliveira de Almeida.
O casal foi seqüestrado da casa de número 212, da Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Penedo. Policiais da Diretoria de Recursos Especiais (Tigre) realizaram diligências, conseguindo resgatar o empresário e sua esposa no Sertão de Pernambuco e prender parte da quadrilha. Pelo menos um dos envolvidos no caso permanece foragido.
Fonte: PC