segunda-feira, 16 de maio de 2011

Reeducandos se formam em Curso de Informática Básica

Cerimônia de formatura acontecerá na próxima quarta-feira (18/05) na Unidade da Indústria do Conhecimento Sesi, no Complexo Penitenciário de Maceió. 

Andréa  Medeiros

Com o intuito de possibilitar a inclusão digital de reeducandos e da comunidade do entorno do sistema prisional, a Superintendência Geral de Administração Penitenciária (SGAP), em parceria com a Indústria do Conhecimento Sesi forma na próxima quarta-feira (18), às 9 horas, cerca de 20 alunos da primeira turma do Curso de Informática Básica.
Ao longo de 40 horas, os participantes estudaram na teoria e na prática temas como: Introdução à Informática, Sistema Operacional, Navegação, Word, Excel e tiveram a oportunidade de conhecer melhor uma ferramenta imprescindível nos dias atuais.
Durante a formatura, que será realizada nas instalações da Indústria do Conhecimento, o Sesi vai entregar aos formandos brindes e os certificados de conclusão do curso.
A cerimônia será prestigiada pelo Superintendente Geral de Administração Penitenciária, Tenente-Coronel Carlos Alberto Luna dos Santos, pelos gerentes das unidades prisionais e por autoridades ligadas à Administração Penitenciária.
Segundo a gestora da Indústria do Conhecimento do Sesi em Alagoas, Sílvia Braga, a unidade do sistema prisional já é o 21º a ser inaugurado em todo o Estado, sendo o primeiro do País dentro nas dependências de um complexo prisional. “O objetivo do projeto é promover o acesso à informação, formar novos leitores e promover a inclusão digital”, explicou.

domingo, 15 de maio de 2011

MEU ESPAÇO

Hoje, um amigo me perguntou quando eu iria atualizar este espaço. Realmente, fui pega de surpresa, pois nem lembrava mais do blog. É, eu simplesmente o esqueci.
Escrever é difícil, especialmente quando o assunto é a reclusão, o crime, a violência,etc. Realmente escrever sobre o flagelo humano, sobre o caldeirão de mentiras, violências, vícios e engodo é sacal.
Eu, simplesmente fiquei confusa nesse caminho. Um caminho tortuoso que poucos querem se enveredar. talvez eu ande um pouco sem assunto ou tenha assunto demais ao ponto de não conseguir ordenar as idéias para concatenar frases perfeitas que possam me fazer entender... é um público exigente, exige até que se explique o inexplicável, que se conteste o incontestável e se comente o... que não se pode comentar.
Aos poucos vou voltar a escrever neste espaço.  Falando sobre moda ou mortes, falando de livros ou histórias, falando por falar, como faço agora, o importante é que se tenha a informação, imperfeita, bem sei, mais que todos tenham o direito a informação seja ela qual for, seja ela de que forma for. Peço porem o respeito as limitações do ser humano frágil e poético que sou.  Irei tratar muitas vezes a morte com poesia, a violência com esperança e, tratarei o óbvio como algo inatingível.
Tendo sempre Deus por testemunha, farei deste espaço,um espaço literário em forma de rede, onde serei livre para errar, falar e escrever errado na intenção apenas de ser entendida, ou não.
Estou de volta, caros leitores, e escrevo pessimamente.
Forte abraço!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DECEPÇÃO

E decepções... que causamos aos outros e a nós mesmos!
Perder uma vez ou outra é inevitável. Mas é, sobretudo, inaceitável. Mas, por que, se sabemos que as marés vão e voltam, se a felicidade não é uma constante e a infelicidade também não?
Quando precisamos admitir que falhamos na nossa vida, que seja sentimental, profissional ou em qualquer outra área, é difícil. Mas é mais difícil pra quem? Pra nós? Ou para os outros?!
O que mais faz mal, muitas vezes, em admitir uma decepção, uma falha, é que nos preocupamos com o que os outros vão pensar, o que vão dizer. Embora as pessoas, a vizinhança, o grupo de amigos e mesmo a família, não paguem nossa água e nossa eletricidade, nos preocupamos sempre com o que vão pensar caso não sejamos as pessoas "perfeitas" que deveríamos ser. Nos dizemos que é o que esperam de nós.
E por causa dessa expectativa que achamos que criamos nas pessoas ou na sociedade, preferimos viver numa farsa, uma comédia, onde representamos um papel, nem sempre de protagonista, mas um papel. Fingimos ser felizes, que tudo vai bem, que temos um grande amor, um casamento perfeito, amizades perfeitas, um trabalho ideal. Mas no nosso interior choramos.
Choramos as oportunidades que não nos damos. Choramos as escolhas que fizemos erradas e a dificuldade em admitir nosso erro. Choramos o tempo que passa e que não perdoa. Ocultamos de nós mesmos o pensar no dia de amanhã, porque isso nos amedronta. Nos enganamos dizendo que felicidade não é tão importante se temos uma aparente estabilidade. Afinal, "temos tudo". O que desejar mais da vida? Aos sonhadores os sonhos, aos idealistas os ideais!
Nossas decepções ficam bem guardadinhas em um canto qualquer da nossa vida. Somos espectros, sombras da nossa própria existência. 
A verdade dói? Dói sim. Mas dói bem mais em nós que nos outros, disso tenho certeza. Os outros, por mais que se importem, acabam se acostumando. 
Quando o um time perde um jogo, a tristeza maior não é a da perda em si. Mas da decepção que vai causar em seus milhares de torcedores cheios de expectativas. Mas os torcedores, mesmo decepcionados, se esquecem alguns dias depois. 
Assim é na nossa vida. Se admitimos publicamente nossas falhas e desilusões, as pessoas, talvez e mesmo provavelmente, vão falar, vão comentar. Seremos por um momentos loucos ou perdidos. Mas nossa felicidade importa bem pouco para elas, que vão pensar em outra coisa alguns dias depois. Afinal, talvez nos julguemos bem mais importantes para os outros do que somos. E nossa vida não lhes pertence, ela nos pertence. 
Só há mesmo um Alguém que se importa e que não se esquece. Alguém que nos conhece profundamente e que escuta nossos soluços noturnos. Alguém que sabe que uma decepção é apenas uma etapa na nossa vida e que não é isso que vai nos impedir de continuar. Alguém que nos ama mesmo se nos sentimos desolados e incapazes. Mesmo se não elevamos nosso pensamento a cada dia em oração. Alguém que conhece mesmo nossa sombra, ou a sombra do que somos e, apesar disso, nos ama.
E, cabeça erguida, decepções atrás de nós, vamos continuar. Perdemos hoje e ganhamos amanhã. As ondas vêm e voltam e as águas que correm sempre desembocam em algum lugar. As paradas acabam morrendo em si mesmas...