quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DECEPÇÃO

E decepções... que causamos aos outros e a nós mesmos!
Perder uma vez ou outra é inevitável. Mas é, sobretudo, inaceitável. Mas, por que, se sabemos que as marés vão e voltam, se a felicidade não é uma constante e a infelicidade também não?
Quando precisamos admitir que falhamos na nossa vida, que seja sentimental, profissional ou em qualquer outra área, é difícil. Mas é mais difícil pra quem? Pra nós? Ou para os outros?!
O que mais faz mal, muitas vezes, em admitir uma decepção, uma falha, é que nos preocupamos com o que os outros vão pensar, o que vão dizer. Embora as pessoas, a vizinhança, o grupo de amigos e mesmo a família, não paguem nossa água e nossa eletricidade, nos preocupamos sempre com o que vão pensar caso não sejamos as pessoas "perfeitas" que deveríamos ser. Nos dizemos que é o que esperam de nós.
E por causa dessa expectativa que achamos que criamos nas pessoas ou na sociedade, preferimos viver numa farsa, uma comédia, onde representamos um papel, nem sempre de protagonista, mas um papel. Fingimos ser felizes, que tudo vai bem, que temos um grande amor, um casamento perfeito, amizades perfeitas, um trabalho ideal. Mas no nosso interior choramos.
Choramos as oportunidades que não nos damos. Choramos as escolhas que fizemos erradas e a dificuldade em admitir nosso erro. Choramos o tempo que passa e que não perdoa. Ocultamos de nós mesmos o pensar no dia de amanhã, porque isso nos amedronta. Nos enganamos dizendo que felicidade não é tão importante se temos uma aparente estabilidade. Afinal, "temos tudo". O que desejar mais da vida? Aos sonhadores os sonhos, aos idealistas os ideais!
Nossas decepções ficam bem guardadinhas em um canto qualquer da nossa vida. Somos espectros, sombras da nossa própria existência. 
A verdade dói? Dói sim. Mas dói bem mais em nós que nos outros, disso tenho certeza. Os outros, por mais que se importem, acabam se acostumando. 
Quando o um time perde um jogo, a tristeza maior não é a da perda em si. Mas da decepção que vai causar em seus milhares de torcedores cheios de expectativas. Mas os torcedores, mesmo decepcionados, se esquecem alguns dias depois. 
Assim é na nossa vida. Se admitimos publicamente nossas falhas e desilusões, as pessoas, talvez e mesmo provavelmente, vão falar, vão comentar. Seremos por um momentos loucos ou perdidos. Mas nossa felicidade importa bem pouco para elas, que vão pensar em outra coisa alguns dias depois. Afinal, talvez nos julguemos bem mais importantes para os outros do que somos. E nossa vida não lhes pertence, ela nos pertence. 
Só há mesmo um Alguém que se importa e que não se esquece. Alguém que nos conhece profundamente e que escuta nossos soluços noturnos. Alguém que sabe que uma decepção é apenas uma etapa na nossa vida e que não é isso que vai nos impedir de continuar. Alguém que nos ama mesmo se nos sentimos desolados e incapazes. Mesmo se não elevamos nosso pensamento a cada dia em oração. Alguém que conhece mesmo nossa sombra, ou a sombra do que somos e, apesar disso, nos ama.
E, cabeça erguida, decepções atrás de nós, vamos continuar. Perdemos hoje e ganhamos amanhã. As ondas vêm e voltam e as águas que correm sempre desembocam em algum lugar. As paradas acabam morrendo em si mesmas...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sinais de Alarme

Sinais de Alarme

Há 10 sinais vermelhos, no caminho
da experiência, indicando queda
provável na obsessão;
Quando entramos na faixa da impaciência;
Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
Quando imaginamos maldades
nas atitudes dos companheiros;
Quando comentamos o lado menos feliz
dessa ou daquela pessoa;
Quando reclamamos apreço e reconhecimento; quando supomos que nosso trabalho
está sendo excessivo;
Quando passamos o dia a exigir esforço,
sem prestar o mais leve serviço;
Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool
ou da pitada de entorpecente;
Quando julgamos que o dever
é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais venha a surgir
no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina
está presente, recomendando-nos
a prudência de parar no socorro
da prece ou na luz do discernimento.

PENSE NISSO!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ANIVERSÁRIO DE GESTÃO: COM MUITO ORGULHO

Após muito tempo sem escrever nesse espaço, volto hoje a fazê-lo, para comemorar 01 ano de gestão da nossa equipe frente a uma unidade prisional. Foram doze meses de muitos desafios, de pesquisas, de estudos comportamentais, de batalhas para estruturação física e funcional. Talvez a maior batalha tenha sido e continua a ser pelo preconceito com o qual fomos recepcionados; não pelos custodiados,  para nossa surpresa, houve uma boa aceitação desde os primeiros contatos. O preconceito sempre esteve entre alguns colegas de trabalho que não aceitavam serem gerenciados por uma mulher. Acreditando que nossa gestão não passaria dos primeiros dias, muitos apostaram no insucesso.  Hoje, sinto-me orgulhosa por ter conquistado também o carinho e a admiração de meus colegas, principalmente daqueles compromissados com a missão árdua de ser Agente Penitenciário. Posso dizer que, minha satisfação não reside na vaidade de ser a primeira mulher a gerenciar uma unidade masculina em Alagoas, ela reside em saber que, após 12 meses de trabalho árduo, fico contente em constatar o processo de ressocialização em seu estado embrionário dentro de cada custodiado que está sob nossos cuidados. Foi um ano de Vitória em  como comprovam os índices zero para fugas, rebeliões e mortes. Onde tivemos um crescimento de 80% no atendimento assistencial ao custodiado.  Reformamos toda a unidade substituindo a cor preta das grades por cores vibrantes e alegres, como amarelo e azul.  Propiciamos um pouco de dignidade ao agente e demais servidores no tocante as refeições, refeitório e alojamentos. Fazemos questão que o visitante não se sinta constrangido em estar naquele ambiente, damos um atendimento digno e respeitoso, pois somos a única unidade que não tem denuncia de familiares junto à ouvidoria, nos rendendo uma nota de reconhecimento.
Nada do que foi relatado seria possível sem a dedicação e o esmero dos nossos agentes penitenciários e demais servidores que, resolveram integrar-se a forma de gestão participativa que adotamos, aniquilando com a visão arcaica de punição e incutindo a forma ressocializadora.  O respeito pelo ser humano e a identificação da soberania do Estado está fazendo toda a diferença. Algumas pessoas ainda não conseguem entender o porquê de nossa unidade não ter registros de violências e abusos por parte de nossos agentes.  Deveriam passar ao menos alguns minutos conosco para tentar assimilar como trabalhamos não nos custa nada, fazemos por paixão ao ofício.
Cada ser humano tem o direto a ser tratado com dignidade, que apesar dos crimes cometidos, não podemos assumir o papel de carrascos, pois somos a personificação da lei e nela foi extinta tão figura. O “olhar diferente” é o segredo do que somos.  O processo de ressocialização é lento e difícil e, não se limita a dar ao apenado um oficio ou formação acadêmica, creio que o verdadeiro processo começa quando você o faz acreditar que tem potencial para mudar, que ele é importante para sociedade e ali, no cárcere terá a oportunidade que lhe faltou quando estava em sociedade.
Infelizmente, não posso comemorar plenamente, pois lamento a forma depreciativa que o poder público nos trata, não nos reconhecendo como peças fundamentais do processo e sim como coadjuvantes, retribuindo nossa dedicação com um salário vergonhoso. Algumas pessoas com baixo intelecto já falaram que nossa classe é imatura e despreparada, creio que estamos provando ao contrário, portanto, que venham os loiros na forma, não só de elogios mais também de moeda corrente.
Por: Leni Almeida

domingo, 14 de março de 2010

Ética Profissional é compromisso social

Rosana Soibelmann Glock
José Roberto Goldim

Conceituação: O que é Ética Profissional?
É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições.
Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética.
Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão?
Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional.
A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente, quando você é jovem, escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu.
Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício.
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir.
Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua prática atual.
Ética Profissional: Como é esta reflexão?
Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.
Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer.
Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta.
Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja temporário.
Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo, mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de água quando chover. Você pode atender num balcão de informações respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também serão assim com você, e seu dia será muito melhor.
Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada dia, seja qual for sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho, certamente sua vida será mais feliz, gostando do que você faz e sem perder, nunca, a dimensão de que é preciso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem que seja mudar, às vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a reflexão incorporada a seu viver.
E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom.
Ética Profissional e relações sociais:
O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS.
As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA.
 
Ética Profissional e atividade voluntária:
 
Outro conceito interessante de examinar é o de Profissional, como aquele que é regularmente remunerado pelo trabalho que executa ou atividade que exerce, em oposição a Amador. Nesta conceituação, se diria que aquele que exerce atividade voluntária não seria profissional, e esta é uma conceituação polêmica.
Em realidade, Voluntário é aquele que se dispõe, por opção, a exercer a prática Profissional não-remunerada, seja com fins assistenciais, ou prestação de serviços em beneficência, por um período determinado ou não.
Aqui, é fundamental observar que só é eticamente adequado, o profissional que age, na atividade voluntária, com todo o comprometimento que teria no mesmo exercício profissional se este fosse remunerado.
Seja esta atividade voluntária na mesma profissão da atividade remunerada ou em outra área. Por exemplo: Um engenheiro que faz a atividade voluntária de dar aulas de matemática. Ele deve agir, ao dar estas aulas, como se esta fosse sua atividade mais importante. É isto que aquelas crianças cheias de dúvidas em matemática esperam dele!
Se a atividade é voluntária, foi sua opção realizá-la. Então, é eticamente adequado que você a realize da mesma forma como faz tudo que é importante em sua vida.
 
Ética Profissional: Pontos para sua reflexão:
   
É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos ético-disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento, negligência.
Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas, responsabilidade, corresponder à confiança que é depositada em você...
Comportamento eticamente adequado e sucesso continuado são indissociáveis!