A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados em Alagoas - OAB-AL, e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos, preocupad
os com a violência contra a mulher, cobram dos órgãos de segurança pública providências no sentido de combater a criminalidade. Este ano, segundo a estatística, 36 mulheres foram brutalmente assassinadas em Alagoas.O coordenador da Comissão de Direitos Humanos, o advogado Gilberto Irineu, entende que a situação é muito grave e que, entre os meses de janeiro, fevereiro, março e abril (2008), ocorreram em Alagoas 625 homicídios, destes 538 praticados com arma de fogo. "A estatística é preocupante", alerta Gilberto Irineu.O advogado lembra que o Instituto Médico Legal (IML) registrou neste período 89 desovas em canaviais, matos e terrenos baldios. Foram re-gistrados 3 homicídios homofóbicos com as investigações policiais em andamento, conforme tem informações baseada nos órgãos de imprensa.O representante da Ordem dos Advogados em Alagoas, advogado Gilberto Irineu, revela em seu relatório que 212 jovens, na faixa etária entre 18 e 24 anos, foram executados e fazem parte da triste estatística que aponta 625 mortos em Alagoas nos primeiros 4 meses do ano corrente. Bairros Violentos Ainda conforme relatório da OAB em Alagoas, os bairros mais violentos de Maceió são: Benedito Bentes, Virgem dos Pobres, Chã da Jaqueira, Levada, Vergel do Lago e todo o grande Tabuleiro dos Martins, que envolve dezenas de conjuntos populares, com uma população sem controle das Policias Civil e Militar.As cidades de Teotônio Vilela, Marechal Deodoro, Pilar e Rio Largo, se destacam na estatística como as mais violentas, registrando um alto índice de homicídios. A Secretaria de Defesa Social garante que reforçou o esquema de segurança nestes municípios com o objetivo de pelo menos reduzir a onda de criminalidade.Como a venda de arma branca (faca peixeira) não é fiscalizada pelas polícias, o IML registrou 47 casos de mortes provocadas com este tipo de instrumento. 23 pessoas foram executadas através de pauladas, pedradas e linchamentos, e existe um caso de estrangulamento. Do total de 625 homicídios, 356 foram praticados na capital alagoana e 269 no interior do Estado.O alto índice de violência na capital e no interior do estado tem mobilizado associações que se organizam com o objetivo de dotar seus núcleos habitacionais com segurança particular. Normalmente são policiais da ativa e da reserva que juntos formam batalhões de guardiões da sociedade. Prática essa condenada pela Polícia Militar e Civil. Mas, como a segurança pública é deficiente, esta é a única alternativa de se defender dos marginais.
Fonte: EXTRAonline
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