terça-feira, 8 de julho de 2008

Promotor pedófilo ganha impunidade e cara nova




Denunciado por crime sexual contra as próprias filhas, Carlos Fernando Barbosa fez cirurgia plástica para não ser reconhecido nas ruas

O promotor de justiça Carlos Fernando Barbosa de Araújo, denunciado por abuso sexual contra a própria filha e uma enteada, ambas menores, está comemorando a impunidade e a cara nova que ga-nhou após fazer cirurgia plástica no rosto para não ser reconhecido pelo povo nas ruas. Veja as fotos, antes e depois.
As fotos pós-cirurgia do pedófilo ilustravam uma página do Orkut, site de relacionamento conhecido por abrigar pedófilos do mundo inteiro, e que está sendo alvo de uma CPI no Congresso Nacional. Esta semana, as fotografias sumiram do site.
Há mais de um ano o promotor de justiça, que atuava na Vara da Criança e da Adolescência da comarca de Anadia, foi denunciado pelo Mi-nistério Público Estadual por crime sexual, mas até agora seu processo continua dormindo em alguma gaveta do Tribunal de Justiça de Alagoas.
O corporativismo, a lentidão da justiça e o tempo correm a favor do pedófilo, que foi afastado de suas atividades, mas continua recebendo salário integral. Carlos Fernando respondeu a inquérito administrativo aberto pelo Ministério Público, que confirmou as acusações e pediu a expulsão do pedófilo dos quadros do MP, que só ocorrerá após o julgamento pelo Tribunal de Justiça. "O indiciado não tem as mínimas condições, por sua conduta pervertida, de continuar a exercer o nobre cargo de promotor de justiça", disse o procurador de Justiça Lean Araújo, que presidiu o inquérito contra o promotor pedófilo. Se condenado, o pedófilo pode pegar até 10 anos de prisão e ainda perder o cargo. O acusado abusou se-xualmente durante vários anos, de uma filha e uma enteada, todas menores de idade. O crime tem o agravante da condição de pai e de promotor da Vara da Infância e da Adolescência, responsável por zelar pela integridade física e moral dos menores, a começar pelos próprios filhos. A primeira vítima do pedófilo foi a filha Luana Araújo, que começou a ser molestada pelo pai em 1993, então com 12 anos de idade. "A partir daí, foram 10 anos de dor, silêncio, perseguição e outros atos incestuosos praticados pelo promotor contra a própria filha", diz o relatório final do MP que apurou o crime. Ela hoje tem 26 anos e mora no Rio de Janeiro, de onde acompanha o desdobramento do processo, rezando pela condenação do pai.A segunda vítima foi uma enteada de 7 anos, crime só revelado depois que Luana alertou a mãe da menina sobre o risco de a menor também estar sendo molestada. A partir daí, a mãe da criança começou a investigar o relacionamento do padrasto com a menor, quando descobriu que a filha também sofria abusos sexuais. Até junho de 2007 o promotor vivia com a universitária Mariana Silva, que seria sua quarta mulher, de 22 anos. Apesar das denúncias de abuso sexual, o casal adotou uma menina, que hoje deve estar com quatro anos, mais uma possível nova vítima do monstro da lei.
Fonte: Extra On-line

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